quarta-feira, 15 de outubro de 2014

884 million people on the planet drinking dirty water .






The Problem

The problem is the great need for sustainable clean water solutions in Africa and other places of extreme poverty.
More specifically, we see this problem made up of dirty water and  broken pumps .
1) Dirty Water

884 million people in the world do not have access to safe water.
This is roughly one in eight of the world's population. (WHO/UNICEF)
1.4 million children die every year as a result of diseases caused by unclean water and poor sanitation.
This amounts to around 4,000 deaths a day or one every 20 seconds. (WHO)

Clearly, dirty water is killing people, mainly children, at an alarming rate. People in the developing world rely on streams, rivers, and hand-dug wells for their drinking water. However, these sources are easily contaminated. Around 90% of untreated sewage is discharged into rivers in the developing world. (UN)

Drilling boreholes and installing hand pumps has been a good solution for clean water. In many parts of Africa, we can find water by drilling 100+ feet into the ground. These aquifers provide clean and uncontaminated water that is brought to the surface in a closed system with a hand pump. However, as you read more, you'll see that hand pumps are not a one-time, fix it and forget it solution.


2) Broken Pumps
There are over 350,000 hand pumps in Africa. Depending on the country, 35% to 65% of them are broken. Often well-meaning western organizations raise money to drill to new wells. They install hand pumps and sometimes teach local villagers how to maintain them. They then move on to other villages and other countries. The problem is that these hand pumps last a few months to a few years depending on how much use they get. Without a long-term sustainability plan, they are wasting precious resources and feeling good about their success all along the way. However, the communities are now forced back to the dirty water sources and the health benefits of clean water are quickly erased.

Unfortunately, this reality is partially due to the flow of funds to new well projects at the expense of sustainable solutions. It's easier for a water charity to interest donors in sponsoring a new well with their name on a plaque than it is to fix a broken well. This results in organizations that promote millions of people served by new wells while they leave a wake of broken wells behind them

Famílias sofrem com a falta de água no semiárido baiano


A seca na Bahia já atinge milhões de pessoas. Dos 417 municípios, 186 já decretaram situação de emergência por causa dos efeitos de uma das secas mais longas dos últimos anos.

Famílias agricultoras dos municípios de Remanso,  Casa Nova e Pilão Arcado, áreas que o SASOP acompanha no Sertão do São Francisco, estão sofrendo com a falta de água e, por consequência, de alimentos. As plantas dos quintais produtivos, especialmente fruteiras, verduras e hortaliças, estão morrendo devido à falta de água. As cisternas já estão secas. Desde o ano passado não chove o suficiente para acumular água nas cisternas para consumo da família, nem para produção.
Em algumas comunidades, as famílias precisam percorrer uma distância de cerca de 30 quilômetros para buscar água, que, ainda assim, não tem qualidade para o consumo humano. Alimento e água para os animais também estão escassos. Organizações locais, como o SASOP, as Paróquias e os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais estão tentando sensibilizar o poder público, quase sem retorno. O exército tem abastecido algumas comunidades com água para consumo humano, mas p ou cos são contemplados, negando o direito das famílias à água de qualidade e à alimentação adequada, garantida pela Constituição Brasileira. Nesse, contexto, muitas famílias acabam tendo que comprar água de carros pipa para encher as cisternas e tentar amenizar o problema.
Em um Semiárido com inúmeras desigualdades são também múltiplas as alternativas e estratégias possíveis para a garantia do acesso à água por suas populações, muitas construídas por elas próprias. Mulheres e homens aprenderam com a natureza a arte de conviver com o meio ambiente local, percebendo os ciclos das chuvas, o comportamento das plantas, dos animais e as características do clima e do solo. Esse conhecimento possibilita ou a construção de alternativas de captação e armazenamento de água para convivência com o Semiárido. No entanto, a infraestrutura insuficiente e inadequada ainda atinge grande parte da população rural e urbana nos municípios do semiárido, dificultando o acesso à água de qualidade, a produção de alimentos e dessedentação animal. Enquanto direito fundamental à pessoa humana, o direito a água de qualidade deve ser garantido pelo poder público com adoção de políticas e ações necessárias que promovam a segurança alimentar e a dignidade da população.
Para contribuir com abastecimento de água nas comunidades rurais atingidas pela seca, entre em contato com o SASOP ou com STR de Remanso.

Contatos:
Márcia Muniz (71) 9204-0896 ou (74) 3535-1548 ou (74) 3535-0093
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Remanso (74) 3535-1240

sábado, 22 de junho de 2013

Quase metade da população mundial viverá em áreas com grande escassez de água até 2030, alerta ONU

Para tornar as pessoas mais resilientes a secas, os governos precisam criar planos nacionais coordenados que incorporem a preparação, o monitoramento e os serviços de informação sobre a seca, pediram nesta quinta-feira (14) funcionários das Nações Unidas ao final de uma reunião internacional de alto nível em Genebra.

Foto: FAO/Giulio Napolitano

Em uma declaração conjunta, os chefes da Organização Meteorológica Mundial (OMM), da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), além de outros parceiros, afirmaram que “os quadros legais políticos nacionais que melhoram a previsão de seca e tornam esta informação disponível de modo que as comunidades possam agir são indispensáveis”.
Eles observaram que, enquanto as políticas nacionais de seca variam de acordo com as circunstâncias locais de um país, o desenvolvimento sustentável é a chave para comunidades mais resilientes, “permitindo que as famílias escapem da armadilha de depender da ajuda alimentar de emergência”.
A resiliência também torna possível evitar as respostas de curto prazo que degradam a terra e buscar ações que restaurem áreas afetadas pela seca, acrescentaram os funcionários da ONU.
O papel dos agricultores é essenciais na preparação para a seca, afirma a declaração, citando a utilização de variedades resistentes à seca e técnicas que aumentam a fertilidade do solo como formas de aumentar a produtividade e sustentabilidade na agricultura propensa à seca.
“Esses recursos devem ser introduzidos de forma a encorajar os agricultores e outros produtores rurais para que sejam autossuficientes na gestão de variabilidade climática”, disseram.
Desde 1950, terras secas aumentaram quase 2% em todo o mundo por década, segundo dados da declaração.
As secas têm afetado principalmente as regiões do Chifre de África e do Sahel, EUA, México, Brasil, partes da China e da Índia, Rússia e o sudeste da Europa. Além disso, 168 países afirmam ser afetados pela desertificação, um processo de degradação do solo em terras secas que afeta a produção de alimentos e é agravado pela seca.
“A seca é uma das causas mais comuns da falta de alimentos, particularmente em países em desenvolvimento”, disse o Representante Especial do Diretor-Geral da FAO, Ann Tutwiler.
Mais de 11 milhões de pessoas morreram e outras 2 bilhões foram afetadas por secas desde 1900, de acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR).
“Quase metade da população mundial estará vivendo em áreas com grande escassez de água até 2030”, alertou o Secretário Executivo da UNCCD, Luc Gnacadja.
A reunião ocorreu a poucos dias do Dia Mundial da Água, lembrado anualmente em 22 de março. O tema deste ano é a cooperação internacional, ecoando o Ano Internacional de Cooperação pela Água – comemoração aprovada pela Assembleia Geral da ONU para 2013.

Pior seca dos últimos 50 anos no nordeste brasileiro



O nordeste brasileiro enfrenta em 2013 a maior seca dos últimos 50 anos, com mais de 1.400 municípios afetados. A informação foi anunciada nesta segunda-feira (8) pelo Governo brasileiro. A seca deste ano já é pior do que a do ano passado, também recorde.
Essa realidade, no entanto, não é isolada. A previsão das Nações Unidas é de que até 2030 quase metade da população mundial estará vivendo em áreas com grande escassez de água.

“Já identificamos a tendência de que as temperaturas se elevam no mundo acima do normal. Em novembro de 2012 tivemos o mês de número trezentos e trinta e três em que as temperaturas subiram, seguidamente, acima do normal no século”, diz a Chefe da Equipe de Apoio da ONU sobre Mudança Climática, Marcela Main.

Ela acrescenta que se trata de um problema que ocorre em todos os lugares, sejam países pobres ou ricos. Nos Estados Unidos, 2012 foi considerado o ano mais quente já registrado, enquanto na região do Sahel, na África, repetidas secas causam a escassez de alimentos. “É uma questão para a comida, para a água, para a segurança, para a energia, para tudo”, diz a pesquisadora.

As secas têm afetado principalmente as regiões do Chifre de África e do Sahel, EUA, México, Brasil, partes da China e da Índia, Rússia e o sudeste da Europa. Além disso, 168 países afirmam ser afetados pela desertificação, um processo de degradação do solo em terras secas que afeta a produção de alimentos e é agravado pela seca.

Desde 1950, terras secas aumentaram quase 2% em todo o mundo por década, segundo dados de um declaração conjunta, feita em março deste ano, pelos chefes da Organização Meteorológica Mundial (OMM), da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD).


Fonte:ONU BR

Pacote contra seca no Brasil tarda a chegar aos 10 milhões de afetados




Anunciado há dois meses pela presidente Dilma Rousseff, o último pacote de medidas contra a seca, estimado em R$ 9 bilhões, demora a chegar ao semiárido.

A entrega de milho atrasou, cisternas estão abandonadas ou apresentam problemas, a oferta de carros-pipa não teve o aumento prometido e apenas 30% dos recursos para perfuração de poços foram liberados.
Diante da maior seca dos últimos 50 anos, que afeta dez milhões de pessoas em 1.418 municípios do norte de Minas Gerais e do Nordeste, foram as poucas chuvas que aliviaram a situação. As precipitações fizeram crescer vegetação rasteira que alimentou os rebanhos, mas foram insuficientes para que houvesse colheita.

Para alimentar os animais, o governo havia prometido enviar 340 mil toneladas de milho em abril e maio.

Nesses dois meses, só 151 mil toneladas (44% do total) foram repassadas, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Outras 138 mil toneladas foram enviadas em junho.

Em dez cidades do interior do Ceará que a Folha visitou há duas semanas, produtores rurais diziam que o milho ainda não havia chegado.

Na Bahia, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura também relatou atraso, sobretudo por falhas no transporte e distribuição, sob responsabilidade dos Estados. E, quando o milho chega, há menos do que o previsto.

"Minha cota seria de 20 sacos de milho, mas falaram que só vou ter dez", disse o produtor Francisco Pinheiro, 34, de Milhã (311 km de Fortaleza). Ele e seu pai disseram ter vendido gado a preços baixos porque não tinham alimento para os animais.

CHUVAS

A previsão é que haja ainda menos chuva no semiárido no segundo semestre deste ano. Por isso, a chuva registrada até agora foi importante para encher cisternas.

O governo prometeu entregar 130 mil cisternas até julho e mais 110 mil até dezembro. Há, contudo, problemas nas cisternas de plástico que estão sendo entregues.

Em Canindé (118 km de Fortaleza), a reportagem localizou um depósito com cerca de 200 cisternas expostas ao calor. E moradores, que foram orientados a cavar buracos para as cisternas, esperam pela instalação há mais de três meses. "Gastei R$ 200 para cavar e até hoje a cisterna não veio", diz o agricultor Joaquim da Silva, 73.

Sem chuva, as cisternas dependerão de carros-pipa contratados pelo Exército para distribuir água.

Em abril, havia 4.746 carros-pipa em 777 cidades. Dilma prometeu ampliar a operação em 30%, para 6.170 carros-pipa. Dois meses depois, o Exército tem 5.220 carros-pipa contratados em 808 cidades --aumento de 10%.

A maior fatia do pacote (35%, ou R$ 3,1 bilhões) era uma estimativa de quanto o Planalto deixaria de arrecadar até 2016, ao renegociar a dívida de 700 mil produtores. Foram atendidos 39 mil produtores, com dívidas de R$ 510 milhões, apenas 16% do previsto.

Editoria de Arte/Folhapress


 Fonte: Folha de São Paulo


 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Conheça o programa que constrói cisternas no semiárido brasileiro

 


Possibilitar uma nova relação das populações que vivem nas regiões do semiárido brasileiro com a água, partindo do princípio que ela que não deve ser considerada “um bem de consumo, mas um direito básico”: esta é a motivação do Programa Um Milhão de Cisternas, que começou 2003 e já beneficiou mais de 1,5 milhões de pessoas.
Para mudar a situação de quem convive com a falta de água e muitas vezes tem que andar quilômetros para encher um balde, o programa da ASA (Articulação no Semi-Árido Brasileiro) constrói nas casas da região uma cisterna capaz de armazenar água da chuva para abastecer os moradores nos períodos de seca.
A Articulação no Semi-Árido Brasileiro é uma rede formada por cerca de 750 organizações da sociedade civil que desenvolvem políticas de convivência com a região semiárida. A ASA afirma que o P1MC, como é conhecido o Programa Um Milhão de Cisternas, também tem funcionado como “instrumento para fortalecer a autoestima e a cidadania da população”. A região do semiárido abrange 1.133 municípios em nove estados e abriga cerca de 22 milhões de pessoas, segundo o IBGE.
Apesar de ter muito trabalho pela frente, os números mostram bons resultados. Até 31 de julho deste ano, a contagem estava 351.140 estruturas instaladas. O objetivo final é beneficiar 5 milhões de pessoas com água potável, com a construção de um milhão de cisternas que, juntas, formam uma rede descentralizada de abastecimento (já que muitas casas nem chegam a ser abastecidas) com capacidade para 16 bilhões de litros de água.
As famílias beneficiadas devem ter residência permanente na zona rural, sem acesso ao sistema público de abastecimento de água e com renda de até meio salário mínimo por membro da família. Casas que tem crianças com até 6 anos, crianças e adolescentes que frequentam a escola, pessoas acima de 65 anos e portadores de necessidades especiais têm prioridade.
O que são cisternas?
São estruturas de formato cilíndrico, cobertas e enterradas pela metade, com capacidade para armazenar até 16 mil litros de água (suficiente para que uma família de 5 pessoas beba e cozinhe por um período de 6 a 8 meses). Com uma tecnologia de baixo custo, permite a captação da chuva por uma calha no telhado da casa, por onde escorre a água. Os moradores retiram a água da cisterna por meio de uma bomba de repuxo manual. O vídeo abaixo, produzido pela ASA, mostra como é o processo de construção das cisternas:

O P1MC já conquistou reconhecimentos como o Prêmio Direitos Humanos 2010, na categoria Enfrentamento à Pobreza, concedido pela Presidência da República, e o Prêmio Sementes, da Organização das Nações Unidas (ONU).

ESPECIAL PARA O SEMIÁRIDO

 


Capim Grosso, na Bahia. A ação piloto realizada pela empresa visa a garantir a oferta de um reservatório higiênico, resistente, atóxico e inodoro para o armazenamento de água da chuva ou água potável. Nessa região onde secas acontecem com frequência, as chuvas não são suficientes para o abastecimento de água, o que obriga muitas prefeituras a enviarem caminhões pipa para abastecer as famílias. O município recebeu as unidades do produto, fabricado em polietileno e as família foram orientadas sobre a prática de instalação que é simples e rápida. O produto foi desenvolvido especialmente para atender esse segmento e revela uma série de vantagens como: local já flangeado para receber bomba manual, como forma de facilitar a retirada da água do reservatório; furação para instalação do tubo coletor de água e tampa de travamento total que impede a entrada de insetos protegendo contra dengue. Para a empresa, essa é uma ação de responsabilidade social que ganhará outros municípios.
Cisternas para captação de água da chuva, com capacidade para 16 mil litros cada, foram doadas pela FortLev, para famílias do povoado de São José, localizado no município de

terça-feira, 22 de março de 2011

World Water Day 2011


UN-Water, an agency formed by the United Nations High Level Committee on Programmes in 2003, is holding this year’s 2011 World Water Day launch in Cape Town, South Africa.

The International World Water Day is held annually on March 22nd as a means of focusing attention on the importance of freshwater and advocating for the sustainable management of freshwater resources.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Poços de Coronilla


Aldeões na ilha de Coronilla, Quénia, cavam poços profundos em busca
do precioso líquido, a apenas 300 metros do mar. A água é salobra.
EM ALGUNS LUGARES ELA JÁ NÃO EXISTE MAIS

Glaciar de Pitztal, na Áustria




Os glaciares que abastecem a Europa de água potável perderam mais da metade do seu volume,
no século passado. Na foto, trabalhadores da estação de esqui do glaciar de Pitztal, na Áustria, cobrem o glaciar
com uma manta especial para proteger a neve e retardar o seu derretimento, durante os meses de Verão...


Dois Sudaneses bebem água dos pântanos




Dois Sudaneses bebem água dos pântanos, com tubos plásticos, especialmente concebidos para este fim,com filtro para filtrar as larvas flutuantes, responsáveis pela enfermidade da lombriga da Guiné.
O programa distribuiu milhões de tubos e já conseguiu reduzir em 70% esta enfermidade debilitante.

Deli, Índia. Todos querem, apenas, um pouco de água...


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

How to help?


Access to clean, fresh water is a pressing problem around the world. These are a few of the many groups that are trying to help.

Falta de água potável em muitas escolas do Brasil e em especial no Semiárido, o que chega a inviabilizar o funcionamento das unidades.


Rafael tem oito anos e todos os dias vai à escola na garupa da bicicleta do pai. Acorda cedo, arruma os livros na mochila e aguarda com ansiedade o momento de encontrar os colegas, a professora, a aprendizagem e por que não a hora do intervalo com as brincadeiras e o lanche? A escola de Rafael, assim como em outras instituições de ensino espalhas pelo semiárido brasileiro, não possui água potável para o preparo das refeições. Tanto a Constituição Federal, quanto o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), nos seus artigos, 227 e 4º, respectivamente, expressam claramente a responsabilidade da família, da comunidade, da sociedade e do poder público em assegurar com absoluta prioridade a efetivação dos*direitos referente à vida, à saúde, à alimentação, à dignidade e educação de qualidade. Dentro da proposta qualitativa do Estatuto está a garantia de aulas regulares, material didático, espaço para recreação e ainda outros itens como, por exemplo, água potável para consumo, banheiro e cozinha para o preparo saudável dos alimentos.

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) num trabalho realizado em parceria com os técnicos da Agência Nacional de Águas (ANA) indicam que dos 1.135 municípios que estão dentro do considerado semiárido legal (que compreende os estados do Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande Norte e Sergipe) 121 possuem escolas de Ensino Fundamental sem água, totalizando 315 instituições públicas de Ensino Fundamental que não oferecem água para beber, para preparar a merenda e para lavar as mãos.
No Brasil, considerando as informações do Censo Escolar e dados obtidos a partir da sistematização dos dados do Selo UNICEF Município Aprovado, no início de 2008, o UNICEF articulou um processo de mobilização para que toda criança e adolescente brasileiro estude em escolas com água de qualidade, banheiro e cozinha. Sabendo que a Agência Nacional de Águas (ANA) também demonstrava preocupação com esse tema, ficou estabelecida uma parceria para pensar a implementação do projeto "Toda escola pública brasileira com água potável, banheiro e cozinha". O projeto tem como objetivo fazer chegar água em qualidade e quantidade suficiente em todas as escolas do semiárido brasileiro, de maneira que todas possam contar com água para beber, para preparar alimentos e para usar nos banheiros, de forma que as crianças possam se desenvolver plenamente, com dignidade e conviver em harmonia com o meio ambiente em que vivem.

De acordo com José Nilson Alves, oficial de projetos do UNICEF, a importância da água, do saneamento básico e da higiene para o desenvolvimento saudável e garantia da saúde de crianças e adolescentes é confirmada através de estudos. "A melhoria do acesso à água potável, a serviços de saneamento básico e a práticas de higiene ajudam a reduzir índices de mortalidade infantil e contribui para a saúde das crianças e adolescentes", afirma.

Em todo o país existem 11 estados brasileiros (com a inclusão dos estados do Maranhão e do Espírito Santo aos outros nove estados considerados dentro do semiárido legal) comprometidos com o Pacto Nacional Um Mundo Para a Criança e o Adolescente do Semiárido que, juntos, vão garantir que história como a de Rafael não se repita. O projeto visa garantir que todas as escolas públicas da região tenham água de qualidade, cozinha e banheiro até o final de 2011, totalizando cerca de 5.000 escolas, afirma José Nilson. De acordo com Dalvino Franca, diretor da ANA, o mapeamento foi realizado, mas "é preciso validar as informações checando se o que foi indicado pelo gestor condiz com a realidade das escolas pesquisadas". Para tanto o Projeto conta com a mobilização e o compromisso do Governo Federal, dos Governos Estaduais, Organizações Não Governamentais, sociedade civil, além das famílias, das crianças e dos adolescentes que residem no semiárido.

Além do objetivo principal do projeto de garantia de água potável para beber, a meta 10 do 7º Objetivo de Desenvolvimento do Milênio é reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população sem acesso permanente e sustentável a água potável e esgotamento sanitário. Além disso, 2008 foi escolhido pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional do Saneamento. Com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a expectativa do governo brasileiro é de alcançar em quatro anos a meta relativa a saneamento dentro do objetivo de garantir a sustentabilidade ambiental, estabelecido pela ONU


(matéria Rede Andi Brasil)

Sem chuva, comunidades no CE são abastecidas por carro-pipa



Em Canindé, veículo faz oito viagens por dia.
Moradores que não são atendidos têm de buscar água em açude.
Sessenta municípios do Ceará e 75 do Piauí sofrem com a seca. Em muitas comunidades, o abastecimento é feito por caminhão-pipa. Os moradores que não recebem ajuda precisam caminhar muito em busca de um açude.
Quanto maior o período de estiagem, mais moradores entram na rotina de buscar água nos tanques abastecidos pelo carro-pipa. Em Canindé, o veículo faz até oito viagens por dia do açude até quem espera na cisterna comunitária. “Como não há muitos reservatórios, precisamos desse sistema”, disse a agricultora Clara de Assis.
Em outra comunidade, o abastecimento por carro-pipa foi suspenso no ano passado. Desde então, os moradores dependem de um açude próximo.
Em uma escola, a funcionária tem de pegar água da cisterna para levar pra dentro e matar a sede de mais de 160 alunos. Mas muitas vezes não há quem transporte a água do açude até a cisterna. "Aí os alunos ficam sem merenda, porque não tem água", disse a auxiliar de serviços Maria Sousa Silva.
(Noticia de Globo.com)

O projeto que pretende construir um milhão de cisternas no Nordeste está andando a passos lentos.


Sem recursos suficientes, as obras atrasaram.
Em vez de longas caminhadas, a dona de casa Maria Abreu da Silva anda, agora, apenas alguns passos. A água que ela tanto precisa está no quintal de casa, armazenada na cisterna. "Quem não agradece a Deus por uma cisterna dessas? Foi muito bom para nós aqui na nossa comunidade", disse.

Maria mora em Canindé, onde as primeiras cisternas chegaram no ano passado. É uma tecnologia simples, usada para armazenar água da chuva. Calhas recebem a água que cai no telhado e levam até o reservatório.

Em períodos de estiagem prolongada, a maioria das cisternas já não tem água da chuva do ano passado. Mesmo assim, elas fazem a diferença na vida das famílias do sertão. Hoje, servem para armazenar a água levada pelos carros-pipa e ajudam a diminuir o sofrimento causado pela seca.
No Brasil, as cisternas de placa começaram a ser construídas nos anos 80, com o apoio de organizações não-governamentais. Com bastante atuação no Nordeste, a ASA, Articulação no Semi-Árido Brasileiro, lançou o projeto para a construção de cisternas em 2003. Formada por várias entidades civis, como ONGs, associações de trabalhadores rurais, sindicatos e federações, a meta era construir um milhão de cisternas em cinco anos. Até hoje, o programa construiu 289 mil.

“A grande dificuldade é a captação de recursos. A gente ainda não conseguiu captar recursos na velocidade que acha necessário”, justificou Elzira Saraiva, coordenador da ASA.

A ASA trabalha com doações de entidades e de pessoas físicas e com alguma ajuda dos governos Federal e estadual. O dinheiro arrecadado não é suficiente para capacitar trabalhadores e comprar material no ritmo previsto no início do projeto. Por isso, hoje a organização não estipula mais uma meta para o término da construção de um milhão de cisternas.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Gota d'água



O designer holandês Bas van der Veer desenvolveu um jeito muito fácil de reaproveitar água da chuva e para regar as flores e plantas do jardim em um único produto. O reservatório apelidado de Gota d’água, capta a água da chuva que vêm da calha da casa e no mesmo produto possui um regador que acumula água automaticamente quando chove.

Precisou de mais água? Basta abrir a pequena torneira na parte inferior do reservatório. Uma ótima idéia para economizar a quantidade de água usada para manter o seu jardim.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Reservatórios flexíveis


O objetivo deste projeto é a coleta e manejo ótimo de águas pluviais, destinado a atender as necessidades hídricas básicas para a sobrevivência e sustento de populações carentes, urbanas ou rurais, do semi-árido brasileiro.
Através de um sistema de “redes de coleta” com apenas 5 kg de tecido sintético impermeável,pode-se abrir uma rede de 30m2 de superfície,possibilitando uma captação anual de 21.000 L (considerando-se a precipitação média de 700mm/ano nesta região). Ao invés dos tradicionais reservatórios de alvenaria, adotaremos reservatórios flexíveis, laminados de PVC / Poliéster, de rápida e fácil instalação, eficiência no controle da evaporação, grande resistência / durabilidade e relativo baixo custo de produção em escala.